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Arte como formação humana: Caixa Cultural oferece "túnel do tempo" e reflexão no centro de SP

  • forumfdc
  • 6 days ago
  • 2 min read

Recém-graduada em Letras relata como o espaço histórico e gratuito é fundamental para a construção da cidadania e expansão de repertório além da literatura.

Por Elder Oliveira

Quem caminha apressado pelo coração de São Paulo, muitas vezes desviando da multidão na Praça da Sé, pode não perceber que, a poucos passos dali, o tempo corre em outro ritmo. Atrás das imponentes portas da Caixa Cultural, existe uma atmosfera singular que suspende a correria frenética da metrópole. O edifício histórico, preservado com o rigor de quem guarda memórias, oferece aos visitantes uma experiência imersiva que começa muito antes de chegarem às galerias: a própria arquitetura é o primeiro convite à contemplação.

Foi exatamente essa a sensação descrita por Rafaela Rodrigues, recém-graduada em Letras pelo Instituto Federal de São Paulo (IFSP), ao visitar o espaço pela primeira vez. O impacto visual e o silêncio dos corredores causaram um deslocamento imediato da realidade externa. "Parece que entrei num túnel do tempo. A partir do momento que entrei na primeira porta, parecia que eu estava em outro lugar. Esqueci completamente que estava em outro prédio", relata, destacando como o ambiente é capaz de transportar o visitante para outra época.

Hoje uma frequentadora assídua de exposições pela capital, Rafaela nem sempre teve essa relação extrovertida com a cidade. Durante a adolescência, ela descreve a si mesma como alguém mais introspectiva, cercada apenas por seus livros dentro de casa. Foi a entrada na universidade que serviu como catalisador para essa expansão de horizontes. O que começou com a literatura se desdobrou para o cinema, a pintura, a escultura, performances e instalações artísticas.

Para ela, frequentar esses equipamentos culturais possui uma função que vai muito além do lazer ou do entretenimento; trata-se de um pilar fundamental na construção da cidadania e da própria identidade. Em uma reflexão profunda, Rafaela defende que a "humanidade" não é uma característica inata, mas algo que adquirimos através da cultura e da convivência.

"O ser humano não aprende a ser humano sozinho, ele não aprende a ter humanidade... a gente nasce vazio. Alguém tem que nos ensinar", filosofa a jovem. Para ela, instituições como a Caixa Cultural preenchem essa lacuna existencial: "A arte, a educação e esses espaços são muito importantes para fazer essa ponte".

Além do valor simbólico, a acessibilidade é outro ponto forte destacado pela visitanted. Localizada estrategicamente ao lado do metrô e com entrada gratuita, a Caixa Cultural democratiza o acesso a esse tipo de formação humanística. No entanto, Rafaela observa que o local ainda é subestimado por parte do público paulistano. "É um lugar acessível e vejo poucas pessoas falando sobre, então vale a pena dar uma olhada", recomenda, convidando outros a descobrirem esse refúgio de arte e história no centro da cidade.

A Central de Notícias da Rádio Alvorada é uma iniciativa do Projeto “Africa Desconhecida!”. Este projeto foi realizado com o apoio da 9ª Edição do Programa Municipal de Fomento ao Serviço de Radiodifusão Comunitária Para a Cidade de São Paulo.

 
 
 

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